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Hey, eu estava por perto (como sempre estive) e resolvi passar. Como você está? Já faz alguns anos, não é?
Eu sei, você tem andado ocupada e eu também, isso é bom, porque acaba sobrando pouco tempo para nos odiar e nos ofender.
Eu tenho pensado muito em você, pensado em te escrever todos os dias até que a dor desapareça. Às vezes, eu não sei o que dói mais, ter o que você tinha para me oferecer ou não te ter de nenhuma maneira. Eu achei que seria mais fácil, não imaginava que doeria tanto, mas dói.
São 6h49min, ainda pouco eu chorava, não consigo dormir.
Estava dividida, não sabia se te enviava uma mensagem te desejando feliz ano novo, dizendo que você é uma pessoa muito importante para mim e que sinto muito pelo modo como as coisas terminaram ou se te ligava no seu próximo aniversário, aí eu te parabenizaria e realizaria nostalgias, relembrando nosso último ano, juntas!
Eu queria muito conversar contigo sobre nossas transas, eu quero te dizer que eu nunca esqueço, lembro os detalhes de cada uma.
Penso que nada disso precisava ser assim, eu acho que você foi injusta e cruel comigo, contudo estar contigo foi maravilhoso, porque foi você.
Eu te desejei, você não sabe o quanto eu te desejei, o quanto eu te quis...

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oração

todo o dia uma violência colonial, a gente acorda sem sentir o gosto do café, do pão seco com gordura vegetal. a gente espera. invoco a força dos meus ancestrais, a fé, a bravura e a coragem dos que vieram antes de mim. reverencio aqueles que lutaram com a própria vida para que a minha existência fosse possível... eu sei muito pouco, mas sei que meus ancestrais contavam com a cura... não vou morrer na praia... faço uma oração aos meus ancestrais e peço que venham intervir por mim. me ajudem. não posso permitir que essa angústia seja o cerne de todas as coisas
eu te escrevi umas linhas pra tu ler no final da linha - daquele ônibus que tu pega a semana inteira, e ainda, pra me ver na sexta-feira - que não  fomos linhas fomos emaranhado
a vida é uma aventura a história é um instante a infelicidade é uma cultura o tempo... tá na estante o homem onipotente saturado de agoras esconde o tédio dos doentes do agora racismo como política de segurança psicoterapia para minar as inseguranças o que a gente faz com o esquecimento? para onde a gente vai com o anulamento?